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SUMMARY:Afro-Portugal 2026 / CÊ VÊ
LOCATION:Cena Lusófona – Sala Jorge Pais de Sousa\, Coimbra
DESCRIPTION:Partindo do texto um país bronzeado repleto de pessoas rac
 istas publicado em 2022 no livro “Volta Pra Tua Terra” da editora Urut
 au\, a performer pontua a desconfiança e a rejeição que acontecem com 
 pessoas racializadas\, que vivem a incerteza constante\, pelo facto de
  nunca serem consideradas suficientes para desempenhar atividades em q
 ue até são excepcionais\, pontuando a forma como a sociedade lida com 
 esses corpos\, subjugando-os\, desprovendo-os de valor\, onde numa ten
 tativa de falsa inclusão decide mandar na forma como estes se devem ap
 resentar. Por que o cabelo de uma pessoa fazer imensos caracóis é asso
 ciado a uma incapacidade intelectual\, mesmo quando o diploma diz o co
 ntrário? Com a crescente precarização da sociedade há corpos que nunca
  saem desse lugar e quando há uma crise crescente\, também são esses m
 esmos corpos os primeiros a sentirem essa violência\, vivendo o medo c
 onstante de nunca sair da precariedade.\nNuma busca que procura entend
 er e instigar que textura podem ou não adquirir esses corpos da socied
 ade a quem a humanidade performer interage com vários elementos que ha
 bitualmente são encontrados num mundo mais corporativo\, como por exem
 plo agrafadores\, fita-cola\, etc\, colocando-os em contacto com o seu
  cabelo e o seu rosto\, tentando saturá-los com esses elementos\, sabe
 ndo que o seu cabelo e o seu rosto jamais serão considerados a cara da
  empresa\, evidenciando um medo enfrentado por muitos outros e escanca
 rando violências há muito vividas. É como se fosse uma dança que nunca
  começa.\n\nAfro-colonial-afro-decolonial-afro-europeu-afro-pessimismo
 -afro-futurismo-afro-centrado-luso-afro-ancestral-afro-lusófono-afro-d
 iaspórico-afro-performance-afro-tudo-ou-afro-nada……….\nNesta terceira 
 edição\, o festival Afro-Portugal 2026 abre espaço para todas as inter
 rogações\, indagações\, questionamentos\, perplexidades\, críticas\, i
 nstabilidades\, flutuações\, derrocadas\, desordens\, caos e até mesmo
  entropias… em torno do prefixo Afro.\nNum caminho que passou por faze
 r as contas do passado colonial (2022) e refletir sobre os mundos em m
 ovimento (2024)\, pretendemos\, agora\, interrogar os hífens\, como ex
 pressão insuficiente da complexidade que reside nos dois lados de tant
 os elementos hifenados. É importante solidificar os modos de afirmação
  das pessoas negras como sujeitos plenos das diversas comunidades em q
 ue se movem e como agentes do seu futuro e das sociedades em que desej
 am viver. Afinal\, quem fala\, de quem se fala\, para quem se fala?\nQ
 uantas comunidades\, quantas vivências\, quantas subjetividades divers
 as se manifestam no Afro? Quais as suas vozes\, próximas e diversas? Q
 ue mitos e que realidades? Que liberdades e que ocultações? Que restit
 uições e que apropriações? Que prolongamentos coloniais na celebração 
 de datas redondas? Que presente e futuro dos / para africanos/as e seu
 s países? Que presente e futuro para afrodescendentes neste país?\n“Af
 ro-Quê?!” é uma convocatória artística\, ética\, social e política par
 a um verdadeiro protagonismo negro no desenho múltiplo e diverso das l
 inguagens\, dos saberes\, das estéticas e dos imaginários transformado
 res que podem levar a um mundo mais justo.\n\nhttps://coimbralens.pt/a
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