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SUMMARY:Afro-Portugal 2026 / Sambizanga
LOCATION:Teatro da Cerca de São Bernardo\, Coimbra
DESCRIPTION:Adaptação de A Vida Verdadeira de Domingos Xavier\, obra l
 iterária do poeta angolano José Luandino Vieira\, Sambizanga é a prime
 ira longa-metragem conhecida de Sarah Maldoror. Se o livro se centra n
 a figura de Domingos Xavier\, operário envolvido nos movimentos de res
 istência anticolonial\, preso e torturado até à morte em 1961 pela pol
 ícia política portuguesa\, o filme é narrado do ponto de vista da sua 
 mulher\, Maria\, que parte em busca do seu marido\, viajando até Luand
 a. Como escreveu Annouchka de Andrade\, filha de Maldoror e de Mário P
 into de Andrade\, Sambizanga tem uma estética sensual\, transmitida at
 ravés de cenas do quotidiano: o casal Maria e Domingos\, as longas via
 gens de Maria a pé por caminhos poeirentos\, e a relação de Maria com 
 o filho que carrega nas costas ()”. A versão exibida é uma cópia resta
 urada do filme\, a partir dos negativos originais em 35mm. pela Cinete
 ca di Bologna e por The Film Foundation’s World Cinema Project em L’Im
 age Retrouvée (Paris)\, em colaboração com as Éditions René Chateau e 
 a família de Sarah Maldoror. Financiamento garantido pela Hobson/Lucas
  Family Foundation. Este restauro é parte do African Film Heritage Pro
 ject\, uma iniciativa criada por The Film Foundation’s World Cinema Pr
 oject\, pela FEPACI e pela UNESCO – em colaboração com a Cineteca di B
 ologna – para ajudar a localizar\, restaurar e disseminar o cinema afr
 icano.\n\nAfro-colonial-afro-decolonial-afro-europeu-afro-pessimismo-a
 fro-futurismo-afro-centrado-luso-afro-ancestral-afro-lusófono-afro-dia
 spórico-afro-performance-afro-tudo-ou-afro-nada……….\nNesta terceira ed
 ição\, o festival Afro-Portugal 2026 abre espaço para todas as interro
 gações\, indagações\, questionamentos\, perplexidades\, críticas\, ins
 tabilidades\, flutuações\, derrocadas\, desordens\, caos e até mesmo e
 ntropias… em torno do prefixo Afro.\nNum caminho que passou por fazer 
 as contas do passado colonial (2022) e refletir sobre os mundos em mov
 imento (2024)\, pretendemos\, agora\, interrogar os hífens\, como expr
 essão insuficiente da complexidade que reside nos dois lados de tantos
  elementos hifenados. É importante solidificar os modos de afirmação d
 as pessoas negras como sujeitos plenos das diversas comunidades em que
  se movem e como agentes do seu futuro e das sociedades em que desejam
  viver. Afinal\, quem fala\, de quem se fala\, para quem se fala?\nQua
 ntas comunidades\, quantas vivências\, quantas subjetividades diversas
  se manifestam no Afro? Quais as suas vozes\, próximas e diversas? Que
  mitos e que realidades? Que liberdades e que ocultações? Que restitui
 ções e que apropriações? Que prolongamentos coloniais na celebração de
  datas redondas? Que presente e futuro dos / para africanos/as e seus 
 países? Que presente e futuro para afrodescendentes neste país?\n“Afro
 -Quê?!” é uma convocatória artística\, ética\, social e política para 
 um verdadeiro protagonismo negro no desenho múltiplo e diverso das lin
 guagens\, dos saberes\, das estéticas e dos imaginários transformadore
 s que podem levar a um mundo mais justo.\n\nhttps://coimbralens.pt/age
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